Vivemos numa época na qual as sociedades se desenvolvem e ganham novas nuances, na medida em que se tornam, cada dia, mais complexas.
Neste mundo tecnológico e acelerado, novas tecnologias surgem incessantemente, fomentando os processos de obsolescência e inovação tecnológicas, numa velocidade sem precedentes na história da humanidade.
Somos parte de um mundo de incertezas, onde estímulos tecnológicos interferem, alteram e moldam – no seu tempo – o comportamento de indivíduos, grupos sociais, povos e nações, descaracterizando, sobretudo, a complexa rede das relações humanas e, outras vezes, determinando a maneira de como as pessoas devem viver.
Dentre as áreas que mais sofreram modificações tecnológicas destaca-se a área de comunicação. E, notadamente, graças ao advento da Internet e o consequente desenvolvimento de novos e melhores dispositivos, o acesso ao conhecimento e a informação aumenta cotidianamente.
Não obstante, a quantidade de informação disponibilizada ultrapassa a experiência de vida de muitas pessoas, não lhes sendo possível, às vezes, separar com clareza o joio do trigo.
Sem dúvida, a verdade é divina e o espírito humano anseia por ela. É natural que o ser humano, desde os recantos mais profundos da sua alma, sinta o desejo de conhecer a verdade sobre todas as coisas, de acreditar que a realidade é tal qual se apresenta e que os ensinamentos que recebe são confiáveis e dignos de créditos.
Afinal, é a verdade que confere sentido à vida. Sem verdade tudo é ilusão, é faz de conta.
Em um dos textos mais emblemáticos do Evangelho de João, Pilatos pergunta a Jesus:
“O que é a verdade?” [Jo. 18.38]
O Mestre se cala. A resposta que Pilatos queria ouvir ficou guardada no silêncio de Jesus: um forte indicativo de que nem sempre estamos prontos para reconhecer a verdade, mesmo quando ela está diante dos nossos olhos.



Você precisa fazer login para comentar.