A Páscoa cristã tem sua origem na religião judaica. De acordo com a Torá, ela deve ser celebrada no décimo quarto dia, do primeiro mês [Abibe] do calendário judaico.
“Porém no mês primeiro, aos quatorze dias do mês, é a Páscoa do Eterno [YHWH].” [Nm. 28.16]
O termo hebraico para Páscoa é ‘Pesah’ [פֶּסַח], que significa ‘passagem’ (que passa por cima, por alto), referindo-se ao ato misericordioso em que um poder destruidor passa por cima sem causar danos.
“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que rito é este vosso? Então direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Eterno [YHWH], que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou.” [Ex. 12.26-27]
Desde que saíram do Egito – por volta de 1445 a.C. – os judeus celebram a Páscoa anualmente e relembram a libertação do povo hebreu que viveu, por mais de quatrocentos anos, sob um regime de absoluta servidão na terra dos Faraós.
No cristianismo, o simbolismo da Páscoa ganhou novas nuances e ressignificações, passando a ser interpretado a partir da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Para a fé cristã, Jesus é o ‘cordeiro pascal’ [I Co. 5.7], isto é, o ‘Cordeiro de Deus’ que tira o pecado do mundo [Jo. 1.29], cujo sangue, derramado na cruz, livra o ser humano do poder escravizador e destruidor do pecado. [Jo. 8.36 / I Jo. 1.7]
Desta forma, em seu sentido mais profundo, a Páscoa cristã é a celebração da vitória de Jesus sobre a morte [1 Co. 15.20 / Rm. 6.23 / Jo. 10.10]. E, por meio desse rito, o cristianismo traz à memória o sacrifício vicário de Cristo e reafirma a graça salvadora de Deus.
“Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.” [Jo. 3.16-17]



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