Toda religião é uma produção humana. Onde houver religião, portanto, haverá ser humano.
Alienado de si mesmo, do seu próximo, do seu mundo e do seu Criador, desde os tempos mais remotos, o homem cria “caminhos” na tentativa de encontrar respostas às questões existenciais e alcançar o conhecimento de Deus.
O acentuado número de religiões – concebidas desde os mais arcaicos níveis de cultura aos mais desenvolvidos – assevera de forma incontestável que o ser humano é, por natureza e por vocação, um ser religioso.
De fato, o próprio ato de viver como ser humano é um ato sacramental pois, sobretudo, a vida é sagrada. O sagrado é um elemento presente na estrutura da consciência do ser humano.
A alma humana anseia por Deus, a humanidade tem sede do Deus vivo [Sl. 42.1-2]. Viemos Dele, somos obra das suas mãos [Is. 64.8] e desejamos estar com Ele em plena comunhão. E, na verdade, Deus não está longe de cada um/a de nós; porque é Nele que vivemos, nos movemos e existimos [At. 17.28].
Ao lermos as Sagradas Escrituras, observamos que, muitas vezes e de muitas maneiras, Deus falou aos antigos pelos profetas. Mas, nos últimos tempos nos falou pelo Filho [Jesus, o Cristo], o qual sendo o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa, por si mesmo fez a purificação dos nossos pecados [Hb. 1.1-2] e estabeleceu o caminho de reconciliação com Deus.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” [Jo. 14.6]
Para a fé cristã, o caminho que reconcilia o homem com o Criador já está estabelecido, apenas cabe ao ser humano crer e aceitar esse tão grande amor de Deus.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” [Jo. 3.16]



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