A história da humanidade é marcada por guerras. Antes da descoberta da pólvora, a utilização do arco e flecha – inicialmente usado na caça – revolucionou os princípios de combate a grandes distâncias.
Nos campos de batalhas, mesmo as falanges mais agressivas tinham que recuar diante da avassaladora chuva de flechas cadentes atiradas pelos temidos flecheiros.
“Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, mas falará com os seus inimigos à porta.” [Sl. 127.4-5]
A autoria do texto bíblico desta reflexão é atribuída ao rei Salomão, filho de Davi. E tem como pano de fundo o antigo mundo hebraico. Nesse cenário, tipicamente patriarcal, o pai de muitos filhos gozava de uma certa tranquilidade quando estes se tornavam adultos: quanto maior o clã, mais respeitado o patriarca.
Nas situações de vulnerabilidade do pai, era dos filhos a responsabilidade de proteger os membros da família, defender os bens comuns e cuidar das negociações.
Contudo, não devemos compreender essa bem-aventurança do patriarca como uma dádiva, mas sim como uma recompensa de um esforço constante e bem planejado, visando à alcançar tal objetivo.
Neste sentido, a bem-aventurança do homem que Salomão chama de ‘valente’ não se deve apenas ao número de filhos que tem, mas também ao fato de poder contar com eles, de ter à mão as ‘flechas’ da sua aljava!
Famílias sólidas não serão dissolvidas pelo mundo líquido. A casa edificada sobre a Rocha não será movida pelas águas e nem abalada pelos ventos. [Mt. 7.24-25]



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